É FUNDAMENTAL A AVALIAÇÃO E A GESTÃO DOS SINTOMAS COMPORTAMENTAIS E PSICOLÓGICOS NA DEMÊNCIA
Segundo a Dra. Lauren, professora de psiquiatria da Universidade de Michigan, o objetivo da avaliação é tentar evitar a prescrição de medicamentos sem um cálculo das causas subjacentes.
Ela argumenta que conhecer as causas subjacentes dos sintomas comportamentais e psicológicos da demência, realmente ajudará a direcionar adequadamente o tratamento. Uma vez que a gestão de quadros de infecções e psicose, ou problemas com cuidadores e com o meio ambiente devem ser abordados de maneira muito diferente neste grupo clínico. E sem conhecer as causas, como tratar?
No entanto, discorre ela, “na prática clínica do mundo real, as pessoas com demência geralmente recebem medicamentos psicotrópicos, como antipsicóticos, apesar da evidência de um efeito de evolução modesto. Embora os antipsicóticos tenham as melhores evidências para o tratamento dos sintomas comportamentais e psicológicos na demência, eles estão associados a um risco significativo, incluindo aumento da mortalidade, quedas, confusão, sedação e efeitos colaterais motores”.
E no mais, a avaliação permite a individualização da gestão clínica da condição de saúde. Por exemplo, recentemente a Clarivate publicou o relatório sobre o impacto de condutas orientadas para o paciente a partir de tratamentos de dados que visam realmente fornecer tomadas de decisões clínicas individualizadas.
Na atualidade, as condutas clínicas passam pela tipificação individualizada das disfunções cognitivas e deficiências do corpo, das limitações na execução de atividades e restrições de participação, e das barreias individuais e ambientais para a condução adequada da intervenção. Esses dados permitem a gestão abrangente da intervenção e a redução de efeitos clínicos adversos.
Fonte: Lauren Gerlach, MD, professora assistente de psiquiatria na Divisão de Psiquiatria Geriátrica da Universidade de Michigan para o Psychopharmacology Institute.